FIFA: Limitação para pagamentos de comissões e número de empréstimos irrita agentes

Com a medida aprovada pela entidade máxima do futebol, as comissões para empresários passam a ser de no máximo 10% caso sejam pagas pelo clube vendedor, e de 3% quando paga pelo comprador. A restrição da FIFA está desagradando os agentes.

Por Minha Torcida
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Novas regras da FIFA para empréstimo de jogadores e pagamentos de comissões. A limitação de comissões para empresários e no número de empréstimos de jogadores deve ser adotada pela FIFA já a partir da próxima temporada - tal medida que foi aprovada pelos seus comitês, ainda não tem data certa para começar a valer, onde no Brasil, a CBF conversará primeiramente com agentes de atletas para explicar as mudanças e ouvir sugestões.

Com a medida aprovada pela entidade máxima do futebol, as comissões para empresários passam a ser de no máximo 10% caso sejam pagas pelo clube vendedor, e de 3% quando paga pelo comprador. A restrição da FIFA está desagradando os empresários no ramo do futebol.

Nesta última segunda-feira, o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Futebol - Jorge Moraes, esteve acompanhado de outros empresários em reunião com o presidente da Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF - Vitor Butruce e nesta mesma ficou decidido que na próxima semana haverá um novo encontro com o diretor de Registro e Transferência da CBF, Reynaldo Buzzoni.

"Ninguém vai querer fazer um negócio para ganhar 3%. Somos profissionais, assim como um advogado, que pode cobrar até 30% em um trabalho. Há comissões em outras profissões, é a lei do mercado. Não pode existir uma limitação disso", questionou Jorge Moraes.

Mesmo desagradando os agentes, o presidente da ABAF lembra que essa medida pode ajudar na fiscalização dos empresários. Atualmente, os agentes são registrados em suas respectivas confederações (ou seja, se é brasileiro, está vinculado à CBF). Com a nova lei, os empresários terão de ser registrados na FIFA, como já acontecia até 2015.

Outra medida adotada pela FIFA é limitar o número de empréstimos internacionais. Um clube só poderá ceder até oito jogadores acima de 22 anos simultaneamente a times de outros países. A ideia é que o número caia para seis na temporada seguinte, em 2021/22.

Para Jorge Moraes - presidente da ABAF, a medida mudará pouco o mercado. Na mesma linha segue Marcelo Robalinho, que cuida da carreira de diversos jogadores tanto no futebol brasileiro quanto na Europa.

"O número de empréstimo limitado é uma tentativa de coibir o poderio econômico, pois os grandes clubes compram os talentos e depois os emprestam. Mas não vejo efetividade nessa medida, porque os grandes clubes têm parceria com outros menores. Com a mudança, podem comprar esses clubes menores para registrar o jogador diretamente lá. Não contará como empréstimo, mas o clube maior terá o controle", analisou o agente.

Para Robalinho existe outro ponto negativo com as mudanças implementadas pela FIFA. "A tendência da aplicação dessas medidas é menos dinheiro no mercado de futebol. O agente vai investir menos e os clubes grandes comprarão menos jogadores, deixando de emprestar para os menores a custo zero", opinou.

Futebol e sua mquina de dinheiro.
Futebol e sua máquina de dinheiro.

O que muda?

Antes: empresários negociavam com os clubes as comissões e o valor era ilimitado.

Depois: restrição para até 10% do valor em comissões pagas pelos clubes vendedores e 3% quando forem pagas pelos clubes compradores.

Antes: um clube poderia emprestar jogadores de forma ilimitada.

Depois: um clube poderá emprestar internacionalmente até oito jogadores de 22 anos ou mais simultaneamente.

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