Com discurso forte, Gianni Infantino é reeleito presidente da FIFA

O ex-secretário da UEFA foi aclamado em sua reeleição no Congresso da FIFA, em Paris - sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que se inicia neste próximo final de semana.

Por Minha Torcida
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Gianni Infantino é reeleito Presidente da FIFA! O suíço-italiano de 49 anos teve seu mandato à frente da entidade máxima do futebol “estendido” até 2023, podendo ainda tentar mais duas reeleições, o que poderá deixá-lo no poder até 2031.

Em seu primeiro mandato como presidente da FIFA, Infantino impôs um ritmo alucinado de mudanças no futebol mundial – tanto dentro das quatro linhas como fora delas. Sem concorrente na reeleição, mostra o poder e aumenta ainda mais a sua responsabilidade, onde também indica que ele terá ainda mais respaldo para aprovar seus novos planos para o futebol.

Sem votação, Gianni Infantino foi reeleito presidente da FIFA, digamos, que por unanimidade das federações nacionais, onde uma mudança nas regras estabeleceu que quando o candidato não tiver opositor, basta uma salva de palmas para consagrá-lo eleito.

Gianni Infantino - presidente da FIFA.Gianni Infantino - presidente da FIFA.

Ao agradecer os aplausos que deram a ele mais um mandato a frente da máxima do futebol, Infantino visivelmente emocionado agradeceu o apoio da grande maioria presente no ‘Congresso da FIFA’ em Paris. Porém, antes de ser reeleito, o presidente da FIFA fez um discurso duro, onde mostrou o que fez a frente da entidade nesse seu primeiro mandato.

“Lembrem de quatro anos atrás, quando fui eleito. Hoje ninguém fala em crise. Ninguém fala em escândalos ou corrupção. Nós deixamos de ser tóxicos, quase criminosos, para sermos o que deveríamos ser; uma organização que se importa com o futebol. Quando cheguei aqui, a FIFA tinha US$ 1 bilhão em reservas. Um bom dinheiro. Mas hoje temos US$ 2,7 bilhões. Eu prometi um programa de financiamento para as associações nacionais e falaram que eu era louco. Nós distribuímos dinheiro para vocês, para o futebol. E não em acordos estranhos”, declarou.

No mesmo discurso, Infantino prometeu ainda distribuir cerca de US$ 1,7 bilhão para as associações nacionais de futebol.

“O que nós iremos fazer com o dinheiro se não for investir em futebol?”.

O ex-secretário da UEFA comanda hoje uma entidade bem diferente da que pegou em 2016, onde ele realizou grandes mudanças, como por exemplo, a implementação do árbitro de vídeo e grandes mudanças nas principais competições.

Uma delas veremos em 2026, na Copa do Mundo do EUA, México e Canadá, onde teremos a participação de 48 países – lembrando que aumentar o número de participantes em uma Copa do Mundo era a principal promessa de campanha de Infantino, quando foi eleito para o seu primeiro mandato, em 2015.

Além dessas, o presidente da FIFA também mudou radicalmente a disputa do “Mundial de Clubes”, que até então era um fracasso comercial e técnico e que a partir de 2021 passará a contar com 24 clubes participantes – sendo seis da América do Sul e que será organizado de quatro em quatro anos (sempre um ano antes da Copa do Mundo de Seleções), ocupando assim o espaço da extinta Copa das Confederações.

Agora com poder pleno, Infantino deverá pisar ainda mais forte no acelerador em suas idéias. O presidente da FIFA pretende ainda implantar uma Liga das Nações, nos mesmos moldes que a UEFA implantou, tanto para o futebol masculino, como também para o futebol feminino e ainda criar o Mundial Sub-18, que irá substituir os torneios Sub-17 e Sub-20.

Para fechar, o presidente da FIFA deu o seguinte recado:

“Uma sede da Copa do Mundo escolhida sem escândalo? Sem corrupção? Ué, não é a FIFA? Não. Porque o processo foi transparente. Essa é a nova FIFA. Hoje eu amo vocês!”, finalizou.

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