Após não conseguir viabilizar a permanência de Lionel Messi, que por fim acabou deixando o clube rumo ao PSG, Joan Laporta - presidente do clube catalão decidiu convocar uma entrevista coletiva para apresentar ao público à situação econômica do Barcelona nesta segunda-feira - 16.

Segundo o mandatário, o clube chegou a ter uma dívida de 1,3 bilhões de euros - algo em torno de R$ 8 bilhões.

Segundo Laporta, não é verdade o que disse Josep Bartomeu, que alega ter deixado o Barcelona em situação confortável.

"Eles apresentaram um orçamento com hipóteses difíceis de cumprir. Várias delas não foram cumpridas. E, portanto o orçamento deu menos de 320 milhões para a temporada 2020/2021. Provoca uma situação econômica e patrimonial preocupante e situação financeira dramática. Em 21 de março de 2021, a dívida era de 1,35 bilhões", destacou o atual presidente do Barcelona.

Empréstimo em sua chegada

Laporta ainda destacou que assim que assumiu o clube, pediu um empréstimo de 80 milhões de euros a um banco para poder bancar a folha de pagamento do Barcelona. Tendo sua gestão iniciado com um processo de tentar baixar juros de outros financiamentos, além de interromper "pagamentos desproporcionais" a empresários por transferências, declarando que um desses chegou a receber 8 milhões de euros para encontrar jogadores na América do Sul.

Para o atual presidente do Barcelona, a política salarial que vinha sendo aplicada dentro do clube levou o mesmo à situação atual, onde essa somava 103% do faturamento do clube. Além disso, Laporta também destacou problemas estruturais no Camp Nou, declarando que o Estádio necessitava de reformas urgentes.

"Fomos trabalhar para identificar os problemas e eles foram reparados a um custo de 1,8 milhões e, graças ao fato de termos agido o mais rapidamente possível, neste domingo conseguimos abrir o estádio. Se tivesse sido possível abri-lo mais cedo, não poderíamos, porque não queríamos colocar em risco nossos torcedores", finalizou.