O calvário cruzeirense não parece ter fim! Depois de ser penalizado pela FIFA com a perca de seis pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro - Série B, a "raposa" que é um dos clubes nacionais com maior dívida ativa da união, recebeu nesta última segunda-feira mais duas ações de execução fiscal - proferidas pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Essa ação já se deu na última sexta-feira, onde a PGNF ingressou junto a Justiça Federal com um pedido de cobranças envolvendo débitos tributários do Cruzeiro na casa dos R$ 16.081.754,48.

Tais cobranças são referentes a dívidas com Imposto de Renda retidos na Fonte, PIS e COFIS; além da "retenção" de impostos contribuintes de pessoas jurídicas a pessoas jurídicas de direto privado, ou seja, são quatro processos administrativos com duas cobranças, sendo a primeira de R$ 1.199.223,28 e a segunda no valor de R$ 14,8 milhões.

Em ambas as ações, a PGFN requer que a Justiça determine que o clube mineiro em questão pague tal dívida em até cinco dias. Caso esses requerimentos sejam realmente aceitos pela Justiça, o Cruzeiro corre sério risco de penhora de ativos financeiros e patrimoniais.

Vale lembrar que a direção cruzeirense admite que haja R$ 330 milhões em dívidas tributárias, uma vez que o órgão ligado a União indique uma dívida na casa dos R$ 295,9 milhões. Essa situação poderá ligar o alerta cruzeirense com relação à licitação de venda da Sede Campestre 2, que serviria para quitar dívidas junto a FIFA e por fim poderão virar algo de "arresto" da União.

Sobre essas novas ações movidas na última sexta-feira, o Cruzeiro informa que ainda não fora intimado.