A crise no Cruzeiro parece não ter fim e só aumenta! Depois de se ver envolvido em fortes polêmicas de desvio de dinheiro do clube por parte da antiga direção e por consequência ter vindo a cair para a Segunda Divisão do futebol brasileiro, o clube da "raposa" recebeu nesta última terça-feira um comunicado que não deve ter agradado aos atuais gestores do time mineiro.

A APFUT - órgão do governo federal que fiscaliza o cumprimento do "Profut" comunicou o Cruzeiro nesta última terça-feira, que o clube está muito próximo de ser excluído do programa federal para o refinanciamento de dívidas fiscais. A informação é verdadeira, tanto que foi confirmada por Saulo Fróes - atual CEO do Cruzeiro.

Fróes - dirigente gestor do Cruzeiro.
Fróes - dirigente gestor do Cruzeiro.

O Cruzeiro encontra-se atualmente com falta de pagamentos de impostos correntes e de parcelas do Profut e caso seja realmente excluído de tal programa, perderá todos os benefícios que obteve no momento da adesão, tendo como consequência, receitas bloqueadas e penhoradas pelo governo.

Mesmo ainda não tendo sido excluído de tal programa, a direção do Cruzeiro já prepara um recurso para apresentar ao plenário da APFUT - Autoridade Pública de Governança do Futebol - entidade essa criada em 2015 para fiscalizar o refinanciamento dos clubes brasileiro.

Vale ressaltar que tanto a defesa do Cruzeiro, quanto a análise da APFUT em plenário necessitará de um tempo para a nomeação de todos os membros do órgão.

De acordo com o último balanço apresentado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional - PGFN, o Cruzeiro tinha uma dívida no valor de R$ 262 milhões em impostos não pagos, sendo deste, R$ 254 milhões só em dívidas tributárias - bem como imposto de renda de funcionários retido pelo clube não repassado ao governo e mais R$ 8 milhões em dívidas previdenciárias com o INSS.

É bom deixar claro que essa dívida é só sobre impostos, aqui não inclui dívidas reparceladas com o "programa" Profut - do governo federal. Segundo o próprio Cruzeiro, essa dívida em 2018 era de R$ 176 milhões por meio deste programa - tendo com certeza aumentada em 2019 devido a juros e não pagamentos das parcelas.