CEO deixa o Cruzeiro e na saída sugere "intervenção da justiça"; entenda

Medioli esteve a frente do Cruzeiro por 15 dias, mas devido a função de político que exerce atualmente - sendo prefeito de Betim, se fiu impedido de seguir a frente do clube do coração.

Por Müller
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E a crise no Cruzeiro continua "feia". Depois de ver o time ser rebaixado a "segunda divisão" do Campeonato Brasileiro e de ter o seu presidente renunciado dias depois, agora foi à vez do CEO - Vitorio Medioli deixar o clube.

O clube mineiro que passa por sua pior crise em seus 99 anos de existência viu neste último domingo a pessoa que estava tomando as "rédeas" do clube deixar o cargo que ocupava. Medioli, que é prefeito da cidade de Betim - na região metropolitana de Belo Horizonte, declarou que a lei não permite que ele ocupe o cargo, sugerindo uma intervenção judicial no Cruzeiro, "doe a quem doer".

Medioli deixou a função de CEO do Cruzeiro neste último domingo.
Medioli deixou a função de CEO do Cruzeiro neste último domingo.

Em nota publicada no jornal "O Tempo", do qual é proprietário, o agora ex-ceo da "Raposa" declarou que irá continuar a ajudar o Cruzeiro, mas dentro de suas possibilidades e dentro da lei.

"Está bem claro no estatuto do Cruzeiro que eu estou impedido de seguir a frente do clube. Aceitei durante 15 dias participar de uma tentativa de resgatar, que me permitiu conhecer a extensão do problema "azul" e apresentar estratégias e medidas que o verdadeira CEO, aquele legitimado, poderá usar. Enfim, não posso e não vou assumir, mas não sumir. Darei tudo que posso e a lei me permitir", declarou Vitorio Medioli.

Na mesma coletiva, o agente político sugeriu que o clube passe por uma intervenção, aparada pela justiça, para assim conseguir realizar as mudanças cabíveis neste momento.

"Meu gesto poderia gerar mais instabilidade e problemas ao Cruzeiro. O Cruzeiro precisa de interventor amparado pela justiça e com autoridade para executar o que for preciso. Doa a quem doer. O Cruzeiro, já há longo tempo, está sob investigação da polícia e do Ministério Público. Um administrador de um "associação sem fins lucrativos" assume a responsabilidade indefinida, questionável, arrisca não apenas ser inócuo em seu esforço, como patético em seus propósitos de salvamento", concluiu.

Medioli esteve à frente do Cruzeiro desde o dia 23 de dezembro. Neste período, foi o principal responsável por rever dentro do clube mineiro, definir mudanças estruturais e de pessoal e também tentar negociar saídas de jogadores.

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