Nem Felipão, nem técnico estrangeiro! Vagner Mancini é o novo comandante técnico do Timão.

O profissional em questão pode estar trocando o certo pelo incerto. Calma, eu explico! Sim, ao aceitar comandar o Corinthians - hoje dentro do temível "Z4" e deixar o Atlético-GO na 12ª colocação, Vagner Mancini está arriscando o seu próprio currículo em caso de fracasso em sua missão. Obviamente que a chance de sucesso é grande, por se tratar de um dos maiores clubes da "elite" do futebol brasileiro, mas há a possibilidade de levar um "tombo" no transcorrer deste caminho, que não será nada fácil.

Com pressa de buscar uma recuperação na competição nacional, Mancini poderá ir contra uma das maiores reclamações dos técnicos de futebol do Brasil - que é justamente essa "pressa" por resultados, ainda mais em um ano atípico, com um calendário extremamente apertado, no entanto, não resistem ao convite para assumir o comando de uma equipe de ponta, mesmo que para isso deixem o clube que estavam comandando e ganhando visibilidade, na míngua.

Vagner Mancini - novo treinador do Timão - imagem: bol.com.br
Vagner Mancini - novo treinador do Timão - imagem: bol.com.br

Rogério Ceni

Lembramos que na última temporada já tivemos um exemplo muito parecido, quando Rogério Ceni preferiu trocar o seu bom trabalho realizado a frente do Fortaleza, para comandar o Cruzeiro, que tombava na competição; largando um clube a "sorte" - time de Pituaçu vinha bem no torneio, ocupando uma posição intermediária na tabela.

O final desta novela todos que acompanham o futebol brasileiro já conhecem; Ceni pouco fez no Cruzeiro - que por fim acabou sendo rebaixado e por sua sorte o Fortaleza o recebeu de volta de braços abertos.

Mas enfim, aos 53 anos, Vagner Mancini chega ao Corinthians para substituir o interino Dyego Coelho, que comandou o "Timão" em sete partidas e pouco conseguiu fazer para melhorar a situação do clube neste brasileirão. Contratado para assumir a bronca corintiana no restante da temporada, Mancini esteve até aqui a frente do Atlético-GO em 18 jogos - sendo desses, 15 pela Série A e três pela Copa do Brasil - com cinco vitórias, seis empates e sete derrotas - um aproveitamento de 38%.