Divergência impede o Corinthians de assinar um novo acordo de pagamento do financiamento da Arena, em Itaquera com a Caixa Econômica Federal. O impedimento seria referente a uma multa cobrada pela estatal de cerca de R$ 50 milhões cobrados junto ao clube paulista, a qual a direção corintiana não aceita pagar.

"Existe sim em contrato uma multa pequena, de aproximadamente R$ 5 milhões, o que o Corinthians aceita, mas também uma multa judicial, que nós não concordamos. Por quê? Porque não passa no Conselho. Você não multa quem você está fazendo acordo", declarou Matias Romano Ávilla - diretor financeiro do Corinthians.

Arena Corinthians.
Arena Corinthians.

A referida multa cobrada pela Caixa diz respeito ao processo de execução da dívida do financiamento da Arena, que ocorreu em setembro do último ano. Neste acordo alinhado entre as partes, o clube em questão ganharia mais quatro anos para pagar o financiamento de sua Arena, ou seja, o prazo seria prorrogado até 2032.

Com um valor mensal de R$ 5,7 milhões a serem pagas referentes ao financiamento, o Timão quer pagar um valor menor nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, quando os jogos são poucos em seu estádio e com isso a arrecadação é menor. Na verdade, quem está mandando no "jogo" neste momento é a Caixa, visto que o Corinthians na "defensiva" aguarda que a estatal abra mão da indenização para assinar o novo acordo.

Em busca de um "acordo", a justiça congelou por 60 dias os pagamentos das parcelas do financiamento pelo qual a Caixa cobra em um processo movido contra o "Timão". A mesma quer que a Caixa e o Corinthians cheguem a um acordo amigável.