MP de São Paulo aponta irregularidades nas eleições corintianas, em fevereiro

Uma das irregularidades apontadas pela perícia é a de que houve mais votos do que sócios votantes.

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A última eleição para presidente do Corinthians, que elegeu Andrés Sanchez poderá ser anulada, diz o Ministério Público. Para isso basta o Conselho Deliberativo ou o candidato derrotado, em fevereiro, solicitar novas eleições.

Andrés Sanchez - presidente do Corinthians - eleito em fevereiro.Andrés Sanchez - presidente do Corinthians - eleito em fevereiro.

O Ministério Público, de São Paulo, em manifestação no último dia 11 de julho, teve o entendimento de que o processo eleitoral realizado neste ano nas dependências do Corinthians, “não foram íntegras, seguras e confiáveis”. A alegação do MP está baseada em análise de laudos produzidos por empresas diferentes, uma delas inclusive, contratada pelo candidato derrotado nas últimas eleições – Paulo Garcia, onde ficou comprovado que o pleito eleitoral não foi legítimo.

Tais laudos chegaram a ser anexados na investigação de inquérito policial aberta na 5ª Delegacia de Polícia e Repressão e Análise aos Direitos de Intolerância Esportiva do DHPP, na capital paulista. Tanto que a justiça já determinou uma audiência a respeito do caso para o próximo dia 27 de agosto para ouvir os depoimentos de três funcionários da empresa contratada para fazer a eleição – Telemeeting Brasil. A empresa em questão era a responsável pelo sistema das urnas eletrônicas.

Uma das irregularidades apontadas pela perícia é a de que houve mais votos do que sócios votantes. Segundo os laudos periciais, durante a votação havia um terceiro computador de fora do Parque São Jorge, conectado ao sistema oficial da eleição, o que, segundo o MP, configura a ilegalidade do pleito.

O responsável em dirigir ou comandar a eleição em fevereiro no “Timão” era o presidente do Conselho – Guilherme Strenger. A conclusão do inquérito só se dará após a oitiva de agosto, com isso, até lá o clube segue sendo comandado por Sanchez.

A direção do Corinthians ainda não se manifestou a respeito do assunto de forma oficial.

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