Como Coutinho e James Rodríguez podem se valorizar no mata-mata da Copa América?

Competição é importantes para ambos os jogadores mostrarem o seu valor após temporada fraca no futebol europeu. Entretanto, nenhum deles ainda obteve grande destaque no torneio.

Por Talis Andrey de Mello
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O brasileiro Philippe Coutinho e o colombiano James Rodríguez chegaram nesta edição da Copa América com os seus futuros indefinidos. Se por um lado o brasileiro decepcionou no Barcelona e não sabia se iria permanecer no clube espanhol, do outro o colombiano precisava mostrar o seu valor, pois não deve ser aproveitado no Real Madrid, e busca um novo clube.

Em termos de valores, não resta dúvidas de que James seria uma barganha maior: apesar de apenas um ano mais velho do que Coutinho, viu o seu valor de mercado cair bastante ao longo dos anos. Hoje, de acordo com o site especializado Transfermarkt, é avaliado em 50 milhões de euros - 40 milhões a menos em relação ao brasileiro. Os números e ações em campo do colombiano na fase de grupos da Copa América, contudo, foram menores. Mas isso não quer dizer que o camisa 11 de Tite esteja fazendo uma campanha tão melhor.

James Rodríguez terá seu futuro definido após a Copa América. (Foto: 90min)James Rodríguez terá seu futuro definido após a Copa América. (Foto: 90min)

 

No fator desportivo, Coutinho chegou na Copa América com o objetivo de ser o grande expoente técnico da seleção brasileira, após o corte de Neymar. Entretanto, o meia ainda não está rendendo o esperado, e sua única partida de destaque foi na estreia da competição, onde marcou 2 gols diante da Bolívia. No restante, partidas de nível interessante, mas sem o protagonismo esperado.

Na frieza dos números, Coutinho participou diretamente de mais gols [uma assistência e dois tentos] na comparação a James. Mas a avaliação sobre o brasileiro é de que ainda pode jogar melhor, enquanto o colombiano, pressionado pela situação mais desconfortável em relação ao seu clube, vem demonstrando novamente parte daquele futebol que todos sabiam que estava lá, mas que não conseguiu aparecer com destaque nos últimos anos por Real Madrid ou Bayern: apesar de ter menos minutos em relação a Coutinho, o camisa 10 dos Cafeteros deu o mesmo número de passes-chave [12, sendo seis com a bola em movimento na comparação aos cinco de Philippe] e conseguiu abraçar o protagonismo que se esperava.

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