Mesmo sem atingir grandes conquistas com a seleção argentina, Messi ainda é o oásis de plenitude e organização na equipe que disputa a Copa América. O empate diante do Paraguai apenas evidenciou, mais uma vez, que o time comandado pelo técnico Lionel Scaloni implora para que o camisa 10 tenha um lampejo de individualidade, e salve o time a qualquer momento.

Por diversas vezes nos últimos anos, o cenário da seleção argentina dentro de campo é o mesmo: Bola nos pés de Messi, e nenhum companheiro para tentar uma jogada coletiva. Sendo assim, o craque tenta jogadas individuais, sem sucesso. 

Definitivamente, os jogadores da seleção argentina tem medo de resolver. Ter um jogador como Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Hazard, entre outros, cria uma espécie de pressão individual, mas nenhum destes citados tem tanta necessidade de resolver sozinho quanto Messi, que tenta ser a peça principal de uma engrenagem que não funciona há tempos. 

Em todo talento individual, existe um encaixe coletivo que ajuda o craque a se sobressair. No Barcelona, o jogo coletivo flui tranquilamente, e Messi consegue desempenhar o seu melhor futebol, pois tem ao seu lado jogadores com menos qualidade, mas com coragem semelhante, ou seja: Se Messi não estiver em um dia iluminado, alguém irá assumir a responsabilidade.

Em sua seleção, o cenário é desesperador e incrivelmente oposto: A argentina depende de um jogador que já é o maior artilheiro da história de sua seleção, mas que, obviamente, não tem super-poderes, e tão pouco consegue jogar sozinho. Mais do que nunca, Messi é o artigo mais valioso, o diamante lapidado, em meio ao lixo de uma seleção argentina que faz questão de ser uma bagunça em campo.