A pandemia do novo Coronavírus fez com que o esporte mundial simplesmente parasse. E no futebol, maior esporte do mundo e uma das principais fontes de giro de capital no mundo todo, os efeitos, sejam desportivos ou econômicos, foram duros. Entretanto, a Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, já está elaborando um plano de segurança com cerca de 18 regras para os clubes voltarem às suas atividades.

"Nós nos reunimos faz duas ou três semanas com os médicos da comissão técnica e com os médicos da seleção de cada país com o objetivo de criar um protocolo e para que cada um desse o seu ponto de vista. Terminamos um plano de trabalho, um plano de recomendação médica diante desta pandemia e para o retorno do treinamento", afirmou o chefe do departamento médico da Conmebol, Dr. Osvaldo Pangrazio.

Em uma entrevista ao programa uruguaio Vamos que Vamos, Pangrazio declarou que a entidade chegou a cogitar tornar o protocolo público, mas que preferiu enviar para a comissão médica da FIFA. Ele foi enviado na última segunda-feira (20) e na última quarta-feira (22) tiveram uma reunião virtual. Esperam um retorno do órgão máximo do futebol nesta sexta.

O doutor ainda afirmou que antes de voltar para as competições, os clubes devem tomar medidas de prevenção a cada dia, e que isso poderá ajudar até mesmo o psicológico do jogador:

"O que faria se ninguém me der esperança e estou a algumas semanas de quarentena? Temos que ser proativos, e por isso a Conmebol pois a disposição de todos esta recomendação que é muito importante, alguém precisa dar um passo."

Conmebol enviou à FIFA plano médico para volta das atividades dos clubes na América do Sul. (Foto:Divulgação)
Conmebol enviou à FIFA plano médico para volta das atividades dos clubes na América do Sul. (Foto:Divulgação)

Sobre a possibilidade das Eliminatórias da Copa do Mundo e da Libertadores voltarem ao calendário no mês de setembro, Pangrazio disse que este assunto não esteve na pauta da reunião:

"Não falamos deste tema porque focamos na necessidade de cada equipe. Então a primeira necessidade é logicamente que cada país cumpra com as medidas sanitárias e siga as resoluções dos ministérios. Com respeito ao público não se pode decidir nada, só cuidamos do protocolo para os jogadores", completou.