Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo nesta última noite de segunda-feira, o Inter votou alterações no estatuto do clube, no estádio Beira-Rio.

Entre as principais mudanças, a que mais chama a atenção diz respeito ao tempo de mandato da presidência, ampliado de dois para três anos a partir do próximo pleito, em 2020. A partir de agora, essas alterações precisam ser aprovadas pelos sócios em assembléia geral, que será realizada no dia 7 de dezembro.

A eleição será direta para todo Conselho de Gestão, o que inclui presidente e quatro vices. Atualmente, a chapa inclui três nomes, sendo outros dois indicados posteriormente. A situação que muda é o tempo do mandato do conselheiro - que passa de quatro para seis anos.

A cláusula de barreira também foi modificada. A partir de agora a mesma será flutuante, de acordo com o número total de votos em cada eleição. Caso tenha 10 mil votos, por exemplo, o grupo precisa atingir 15% dos votos no Conselho para concorrer na eleição com os associados. Se ficar entre 10 mil e 20 mil votos, 12%.

A ideia de ter três chapas concorrendo no segundo turno das eleições, na chamada "eleição no pátio", acabou rejeitada. Outra "proposta" que não foi aprovada tratava da possibilidade de um dos nomes do Conselho de Gestão de não ser conselheiro.

Confira como podem ficar ou não as alterações no estatuto do Inter:

Destaque 1 - Possibilidade de regulamentação de eleição consular via Regulamento Geral - rejeitado.

Destaque 2 - Mandato de três anos para o Conselho de Gestão e de seis anos para o Conselho Deliberativo - aprovado.

Destaque 3- Sobre a cláusula de barreira:

A) Supressão total da cláusula - rejeitado.

B) Cláusula de barreira flutuante ou proporcional de acordo com o número de eleitores participando do pleito - aprovado.

Destaque 4 - Ouvidoria independente e eleita pelo Conselho Deliberativo - aprovado.

Destaque 5 - Possibilidade de três chapas no segundo turno das eleições - rejeitado.

Destaque 6 - Eleição dos cinco membros do Conselho de Gestão - aprovado.

Destaque 7- Possibilidade de o quarto Vice-Presidente não ser conselheiro do Clube - rejeitado