A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta última terça-feira que criou grupos de trabalho para estudar vários cenários e com isso formular uma cartilha para clubes e seleções com relação a "COVID-19".

Com o alto índice de pessoas infectadas e que vieram a óbitos por causa do Coronavírus, a medida tomada pela entidade máxima do futebol no Brasil visa apenas para orientar como agir quando o futebol puder voltar a sua atividade "normal" no país - isso deverá ocorrer em um, dois ou três meses.

O presidente da Comissão Nacional de Médicos da CBF - Jorge Pagura - que também faz parte de um grupo de estudos da Conmebol avalia e se propõe a responder algumas questões com relação ao vírus nas próximas semanas.

No grupo de médicos da CBF, além de Pagura, também está o Dr. Rodrigo Lasmar - médico da seleção principal, Nemi Sabeh Junior - da seleção feminina e Fernando Solera - coordenador da Comissão de Dopagem.

Na próxima semana, possivelmente será realizado uma reunião com alguns médicos e profissionais na área ligados aos clubes principais do país - esses que já enviaram algumas sugestões para esse estudo.

Jorge Pagura - presidente da comissão de médicos da CBF - imagem: Lucas Figueiredo/CBF.
Jorge Pagura - presidente da comissão de médicos da CBF - imagem: Lucas Figueiredo/CBF.

Veja abaixo o que Pagura diz a respeito deste protocolo médico no futebol:

"É um conjunto de orientações de como deve ser retomar depois de uma pandemia. Ninguém sabe quando vai voltar o futebol, mas estudamos para não pegar ninguém desprevenido, para ter uma mínima normatização. Vamos testar todo mundo? O Brasil precisa, mas não está ocorrendo. A maioria da população pode ter tido contato com a doença e não teve nenhuma reação ou apresentou sintomas leves. Estamos nos antecipando, se vai testar, como vai ser, como deve ser comportamento nos treinos, se vai isolar os grupos, se vai ter exame todos os dias. Temo tudo isso para avaliar e temos tempo para nos prepararmos. Temos que estudar tudo, apresentar os protocolos, ouvir sugestão e formatar".