Mediante a pandemia no futebol brasileiro, o presidente do Fluminense - Mário Bittencourt revelou neste último final de semana uma proposta para tentar "salvar" os clubes nacionais neste momento crítico e paralisado por tempo indeterminado.

De acordo com a proposta apresentada pelo dirigente do "Tricolor das Laranjeiras", a ideia é equilibrar as finanças das agremiações, que já estão sofrendo há meses com a crise em nosso país - aqui não de saúde, mas sim financeira e para não perder receita e evitar o fluxo de caixa, os clubes estão cortando o que podem de gastos para assim se manterem vivos até o futebol retornar as atividades normais.

"O Fluminense já está sofrendo as consequências, como outros clubes no Brasil. Tivemos patrocinadores cancelando contratos; estamos sem receitas, obviamente, de bilheteria, venda de camisas, atrasamos o lançamento da nova camisa. Estamos reduzindo receitas, não tem como vender jogadores. O Corinthians, o Flamengo, até mesmo o Barcelona está sofrendo. Imagina, se eles sofrem, imagina os clubes brasileiros", declarou ele em entrevista ao "SporTV".

Bittencourt atualmente atua como "porta-voz" da Comissão Nacional de Clubes e o mesmo também revelou que os membros de clubes das quatro divisões nacional se reuniram na última sexta-feira, através de uma videoconferência para discutir a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol.

Clubes brasileiros buscam soluções financeiras para o atual momento vivido no planeta.
Clubes brasileiros buscam soluções financeiras para o atual momento vivido no planeta.

Uma das principais propostas apresentadas foi o de dar férias coletivas aos jogadores - aproveitando que todos os torneios no Brasil estão paralisados em razão ao Coronavírus, onde ele destaca o seguinte: "Assim, poderíamos esticar o calendário até o fim do ano. Não sabemos o que irá acontecer, quanto tempo a temporada irá ficar paralisada".

Com relação à videoconferência realizada na última sexta-feira, Bittencourt comentou:

"Existe uma comissão de clubes das Séries A, B, C e D que já existia anteriormente. Eu faço parte junto com Grêmio, Palmeiras, Atletico e Bahia. Na sexta, fizemos uma grande videoconferência, uma reunião com mais de 20 clubes presentes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo, deixando claro que não é algo unilateral, é algo para ser levado aos atletas. É algo para minimizar o prejuízo que nós temos como clubes, que os atletas têm, os jornalistas têm. A ideia é tentar manter o maior número de empregos possíveis".

Na proposta acima apresentada pela entidade, os clubes pagariam 50% dos salários das férias neste momento. O restante seria quitado no fim da temporada. Ao fim dessas férias, caso os campeonatos ainda não tenham sido retomados, a alternativa seria orientar os jogadores a fazerem treinos individuais em suas casas, com o suporte dos clubes. Neste período, eles sofreriam um corte de 50% na remuneração na carteira de trabalho e também nos direitos de imagem. O pagamento seria na integra caso já pudesse haver jogos com os portões fechados.

Se isso tudo se estender além dos 60 dias - contando aqui o período de férias e o primeiro mês de folga, a proposta ainda visa suspender todos os contratos de trabalho e os atletas seriam compensados com a extensão de seus vínculos no futuro em período proporcional ao tempo parado em razão da pandemia.

Para finalizar, Bittencourt ainda declarou o seguinte em entrevista ao "SporTV":

"Fizemos a proposta, entregamos a Fenapaf e esperamos até essa segunda-feira ou terça uma resposta", encerrou ele.