Dupla Grenal prevê séria crise financeira por causa do coronavírus

Para os dirigentes de Grêmio e Inter, o atraso nos salários de jogadores e funcionários nos próximos meses não pode ser descartados.

Por Müller
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A paralisação no futebol foi de extrema importância neste momento de crise gerada por causa da pandemia que tomou conta do planeta inteiro, mas também é inegável que isso trará certo prejuízo aos clubes, em especial, aos clubes brasileiros e aqui nesta matéria iremos falar diretamente da dupla Grenal - de nossa região.

Sem o fluxo de caixa com os jogos e também com a visitação dos torcedores nos estádios e em suas lojas físicas, Grêmio e Inter tentam refazer suas contas e buscam soluções para uma severa crise financeira que poderá logo ali adiante afetar os dois. A situação é tão preocupante nesse sentido, que atrasos nos salários dos jogadores e funcionários poderão ser realidade nos próximos meses, uma vez que não estão descartados.

As dispensas de seus atletas e boa parte de seus funcionários, não quer dizer deixar de pagá-los, mas sim de preservar a saúde de todos e sobre esse assunto, Alessandro Barcellos - vice-presidente colorado comentou a respeito.

"É complicado fazer qualquer previsão, pois sequer sabemos quando iremos voltar a jogar. Por enquanto, estamos conseguindo suportar os pagamentos, mas não sabemos até quando isso será possível. A situação é dramática", declarou o dirigente colorado.

Assim como já declaramos no início desta matéria, no Grêmio, não pense você torcedor que a situação é mais confortável, pois não é não, como contou o próprio presidente gremista - Romildo Bolzan.

Dupla Grenal.
Dupla Grenal.

"Estimamos uma perca entre R$ 20 a R$ 25 milhões nos próximos três meses, dependendo do cenário. Vamos ter que repactuar contratos com fornecedores e acordos já existentes", declarou o mandatário do Tricolor Gaúcho.

Os dois dirigentes aqui citados lembram que os cofres dos clubes dependem muito dos jogos - só pela Libertadores, a dupla Grenal receberiam US$ 2 milhões nas próximas semanas; além da receita que vem dos associados, que deverão contar com um aumento ainda maior de inadimplência pela crise econômica que afetará o país inteiro pelo coronavírus e também por causa da falta de jogos.

"O planeta será outro daqui a 90, 120 dias, quando essa crise do coronavírus passar. Não sabemos quantos desempregados ou empresas quebradas teremos, mas não serão poucas", lamenta o vice de futebol do Inter.

Para complicar tudo, existe ainda a janela do meio do ano - que não deverá ser a mais movimentada pelos clubes brasileiros. Pois é bom lembrar que o "COVID-19" parou o futebol no planeta inteiro.

Para completar a respeito do assunto, Romildo Bolzan finaliza dizendo:

"Os clubes com capacidade de endividamento terão alternativas. Porém, quem não tiver, viverão sérios problemas. Estamos discutindo várias soluções e iremos ver como as entidades irão se comportar. Questões como o Profut, impostos e prorrogações de pagamentos terão que ser analisados", disse ele.

Fonte: Correio do Povo.

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