O Botafogo está cada vez mais perto de se tornar no primeiro "Clube/Empresa" do Brasil. O plano de negócios que diz respeito a Botafogo S/A foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Alvinegro na sede social do clube, localizada em General Severiano, nesta última quinta-feira e aprovada por praticamente unanimidade entre os beneméritos, que aceitaram a continuidade do projeto.

Vale ressaltar que não haverá mudança no estatuto do Botafogo para esta alternância na gestão - que separará o departamento de futebol, que deve ser gerido por investidores, da parte social. A partir de agora, o passo seguinte será colocar o projeto em pauta na Assembléia Geral - este sim, se aprovado, será considerado o "martelo batido" e a mudança estrutural será concedida.

Durante a reunião, pessoas ligadas ao plano de negócios apresentaram o projeto aos conselheiros e entre esses estavam: Laércio Paiva - líder, Marcelo Trindade e André Chama - advogados e Marcelo Saad, da Laplace - empresa contratada pelo Botafogo para captar investidores.

Entre tudo que foi exposto, a apresentação mostrou que a dívida do clube soma algo em torno de R$ 1 bilhão; valor esse atualmente que o Botafogo não tem em mãos, visto que não possui até mesmo recursos para quitar os salários de dezembro de 2019, janeiro de 2020 e a segunda parcela do 13º. No documento, também estava escrito que "sem uma solução estrutural, a continuidade operacional do Botafogo é inviável".

Após a primeira parta da apresentação, também foram apresentados detalhes estruturais de como irão funcionar as características da profissionalização. Inicialmente, é esperado um aporte de R$ 200 milhões vindo de novos investidores para que o projeto possa ser iniciado e que possam servir de prioridades para a recuperação das finanças e a perenidade, para assim atrair ainda mais empresas dispostas a colocar dinheiro no clube.

Também foi informado nesta mesma que qualquer investidor que chegar no clube não terá carta branca para fazer o que bem entender. Terá, acima de qualquer coisa, respeitar as tradições do clube e seguir condutas pré-definidas. A parte social também receberá relatórios financeiros vindos da "SPE" em relação aos critérios financeiros que acontecerão no dia a dia do clube-empresa.

Carlos Augusto Montenegro - presidente do Botafogo na campanha do título brasileiro de 1995 e Laércio Paiva afirmaram que, se tudo for aprovado na Assembléia Geral, o tempo estimado para que a mudança de gestão ocorra é de três a cinco meses. Ainda não há um tempo definido e vale ressaltar que são apenas estimativas.