Em eleição histórica nos "Xeinezes" marcada por acusações nas prévias, a chapa de oposição formada por Jorge Amor Ameal e Mario Pergolini - com o ídolo Juan Román Riquelme como segundo vice-presidente, venceu o "oficialismo" de Christian Gribaudo (candidato da situação) e comandará o Boca Juniors pelos próximos quatro anos, até 2023.

Com votos ainda sendo contados durante a madrugada desta segunda-feira, o resultado, no entanto, já é certo: Jorge Ameal será presidente do Boca Juniors. Gribaudo, segundo colocado nos números já divulgados, admitiu a derrota nas suas redes sociais.

Riquelme e Ameal - vice e presidente eleitos.
Riquelme e Ameal - vice e presidente eleitos.

Com a boca de urna apontando vitória do oposicionista Jorge Amor Ameal, na abertura das primeiras urnas a vantagem já foi se consolidando e pouco depois da meia noite, apoiadores de Ameal já começavam a comemorar a vitória no pleito. Com o futebol fortemente ligado à política na Argentina, o pleito eleitoral do Boca - um dos clubes mais populares do país, não fica fora das disputas. Berço político de Maurício Macri, ex-presidente "xeneize" e que também deixa a presidência do país nesta segunda-feira - o clube vivia há 24 anos sobre o "oficialismo".Com uma eleição marcada por acusações desde as prévias, um clube que perdeu nos últimos dois anos duas decisões contra seu maior rival na Libertadores e com um ídolo do tamanho de Juan Román Riquelme em uma das chapas, o pleito eleitoral do Boca bateu recorde de presença, com 38.363 votantes.

A marca anterior era de 26.136 na reeleição de Daniel Angelici, em 2015, mas o atual cenário sem dúvidas incentivou o crescimento no número de sócios votantes e justamente com os mesmos opositores na disputa: Jorge Ameal e José Beraldi.

Fonte: globoesporte.com