Apontado por suposta irregularidade (alteração na data de nascimento) de Ernandes, o Goiás não deverá ser investigado pelo STJD, como confirmou o próprio procurador da entidade.

O procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva - STJD, Marcus Campos, descartou nesta última terça-feira a possibilidade de punir o Goiás pela escalação de Ernandes nas 31 partidas da Série B, do Brasileirão 2018.

Com essa manifestação do procurador, a Ponte Preta, que seria uma das beneficiadas com uma possível punição ao Goiás, declarou que irá entrar na justiça por causa da suposta irregularidade envolvendo a certidão de nascimento do atleta.

Em entrevista, o procurador do STJD declarou que o clube goiano só poderia ser responsabilizado se o lateral tivesse atuado de forma irregular no Boletim Informativo Diário - BID, da CBF. Entretanto, Ernandes deverá ser julgado pelo STJD e pode sim ser suspenso do futebol por até 720 dias e ainda levar uma multa de R$ 100 mil.

"O clube é no mínimo, vítima. Eventual irregularidade de ato de registro ou transferência não se confunde com irregularidade da condição de jogo", declarou Campos.

Entenda o caso:

O Goiás que conquistou o acesso ao encerrar a Série B na quarta colocação do Brasileirão, com os mesmos 60 pontos da Ponte Preta, daria ao clube paulista a condição de estar na elite do futebol nacional caso o time goiano fosse punido pela tal irregularidade do jogador. Além da Ponte Preta, o Paysandu, rebaixado à Série C, também é outro interessado no caso.

Além de mudar os rumos da Série B, o caso de irregularidade do atleta do Goiás também poderia mudar os rumos da Série A, caso o STJD entendesse que houve má fé por parte do Goiás e do Ceará - visto que o lateral jogou uma única partida pelo segundo clube, na primeira rodada do Brasileirão da primeira divisão e assim ao invés do Sport ser rebaixado, quem cairia para a segunda divisão seria o "Vozão".