Adilson Batista se junta a Hélio dos Anjos em lista ingrata de rebaixamentos no Brasileirão

Levantamento também mostra que técnicos como Felipão e Tite não conseguiram evitar a queda de times comandados por eles.

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De acordo com um levantamento realizado pelo site “globoesporte.com”, Adilson Batista se igualou em 2018 a Hélio dos Anjos, na lista dos treinadores que mais vezes foram rebaixados a “Série B” do Brasileirão.

O técnico que comandou o América-MG em um turno inteiro no Brasileirão 2018, caiu pela sexta vez a Série B, com o sexto clube diferente em sua carreira. Com a cultura brasileira de trocas constantes de treinadores, ainda mais se o time não vai bem em determinada competição - em um mesmo torneio uma equipe pode ter mais de um treinador o que divide a responsabilidade quando o time é rebaixado, porém, a queda marca negativamente no currículo do treinador que encerrou a campanha com determinada equipe – como foi o caso de Adilson Batista no “Coelho Mineiro”.

Adilson Batista em 2018 não evitou a queda de seu sexto clube a Série B.Adilson Batista em 2018 não evitou a queda de seu sexto clube a Série B.

Em 19 partidas a frente do América-MG no Brasileirão, Adilson terminou a competição na 18ª colocação na tabela de classificação; com isso não conseguiu evitar a queda de seu sexto time diferente na Série A para a Série B – um recorde igualado a Hélio dos Anjos, como já descrevemos acima.

No levantamento realizado pelo “globoesporte.com” em relação a todos os treinadores que trabalharam em equipes rebaixadas para a Serie B na era dos pontos corridos, pode até mesmo existir algumas “aberrações”, como por exemplo, a ocorrida com Claudinei Oliveira. O referido técnico comandou três equipes diferentes nesta temporada e duas delas foram rebaixadas: Sport e Paraná, entretanto, o clube ao qual terminou a temporada, se livrou do descenso; falo aqui da Chapecoense, que na última rodada consegui permanecer na Série A após vencer o São Paulo. Mesmo mantendo o time catarinense na primeira divisão, Claudinei somou mais duas “manchas” em seu currículo, uma vez que Sport e Paraná foram rebaixados e ele foi um dos comandantes na temporada – Claudinei já tinha uma queda em sua campanha como treinador, a do Avaí, em 2017.

Outros que entram nessa “lista ingrata” são os “Baptistas” – pai e filho também estão marcados com campanhas que rebaixaram um clube a Série B. Nelsinho e Eduardo – pai e filho, ambos caíram com Corinthians e Sport (Nelsinho) e Ponte Preta (Eduardo).

Além desses, Milton Mendes, que por muito pouco não conseguiu livrar o Sport da queda, teve sua segunda queda a Série B – a primeira em 2016, quando comandava o Santa Cruz, que terminou na época na penúltima colocação.

Mas não pense que técnicos badalados também não são responsáveis por alguma queda de um time a Série B – Cuca e Renato Portaluppi, por exemplo, estão ligados a dois rebaixamentos cada. Além deles, Felipão – Campeão Brasileiro com o Palmeiras neste ano, também carrega essa mancha, quando o próprio “Verdão” caiu em 2012, onde na época ele treinou a equipe em 24 partidas. Até mesmo o treinador da seleção Brasileira carrega essa sina. Tite não conseguiu evitar a queda do Atlético-MG em 2005, quando treinou a equipe mineira em 17 jogos naquele Brasileirão.

Se juntam a esses, nomes como o de Dorival Junior, Joel Santana, Paulo Autuori, Oswaldo Oliveira, Celso Roth, entre outros.

Abaixo vejam o TOP 10 da lista dos treinadores rebaixados na era dos pontos corridos do Brasileirão-Série A:

1º - Adilson Batista: 6 times rebaixados;

2º - Hélio dos Anjos: 6 times rebaixados;

3º - Antônio Lopes: 5 times rebaixados;

4º - Gilson Kleina: 5 times rebaixados;

5º - Lori Sandri: 5 times rebaixados;

6º - Toninho Cecílio: 5 times rebaixados;

7º - Vagner Mancini: 5 times rebaixados;

8º - Márcio Bittencourt: 4 times rebaixados;

9º - Nelsinho Baptista: 4 times rebaixados;

10º - Alexandre Gallo: 3 times rebaixados.

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