Atrás do sonho de ter sua própria arena, a direção do Atlético-MG tenta enquadrar a "Arena MRV" como projeto de interesse social e envia novos documentos ao estado na tentativa de conseguir iniciar as obras ainda em dezembro deste ano.

Ao enviar a documentação para o governo de Minas Gerais, o "Galo" solicita a licença do IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas, para assim poder operar a rede hidrográfica do terreno do estádio, que está localizado no bairro Califórnia, na região nordeste de Belo Horizonte.

Além desta medida, a direção atleticana também procura enquadrar a construção de seu estádio como forma de utilidade pública ou de interesse social - de acordo com a "Lei Estadual nº 20.922/2013" que trata sobre as políticas florestais e de proteção a biodiversidade no estado. O clube para a construção de sua arena terá que desmatar uma área de "Mata Atlântica" e ainda canalizar o leito do córrego que atravessa o terreno onde ficará o estádio. A área é considerada de Proteção Permanente, dificultando ainda mais o início do empreendimento.

Para poder conseguir a liberação ambiental, a direção do Atlético-MG precisa juntar documento de autorização para a intervenção ambiental - também denominada de "Daia", que está em análise no Instituto Estadual de Florestas - essa autorização só é dada com decreto de utilidade pública ou de interesse social.

De acordo com o site "superesporte.com.br" o mesmo entrou em contato com o governo estadual, que informou já ter recebido a solicitação do "Galo Mineiro".

Para o Atlético-MG conseguir iniciar as obras ainda em dezembro, o clube precisará de liberações junto ao estado para poder desmatar as áreas de Mata Atlântica; junto ao município, precisará encaminhar a resposta com 53 pendências e questionamentos sobre o planejamento do clube - a direção comunicou que irá responder a essas questões e dúvidas assim que receber as licenças do estado.

Para o ex-presidente do clube e atual prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil, o maior entrave no início das obras da Arena MRV está na burocracia do estado.

"O estádio do Galo está nas mãos do estado, quem vai licenciar o estádio do Atlético é o governo do estado; eu estou fora dessa encrenca. Então quem determina os pingos nos "is" para a gente resolver o negócio do estádio são eles", declarou o prefeito de Belo Horizonte.