Jorginho é demitido do Vasco após 10 jogos a frente do time

Valdir Bigode deverá comandar o time interinamente, contra o Ceará, na próxima segunda-feira.

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Com apenas 10 jogos a frente da comissão técnica vascaína e com um tropeço diante do Palmeiras, no último jogo, em partida válida pela 18ª rodada do Brasileirão, o presidente do Vasco – Alexandre Campello decidiu nesta última segunda-feira demitir o técnico Jorginho – a alegação do dirigente para tal medida foi de que a rejeição da torcida já era algo praticamente irreversível.

Jorginho foi demitido pouco mais de um mês a frente do comando técnico vascaino.Jorginho foi demitido pouco mais de um mês a frente do comando técnico vascaino.

Se recuperando de um mal-estar no último sábado, mesmo de casa, o mandatário vascaíno tomou a atitude em virtude da “urgência”, visto que o Campeonato Brasileiro já se encaminha para o segundo turno – falta apenas uma rodada para o final do primeiro turno da competição. Com isso, ele pretende ganhar tempo para escolher um novo nome para o comando técnico do time – o Vasco só volta a campo pelo Brasileirão na próxima segunda-feira, contra o Ceará, no Rio de Janeiro.

Com seu retorno ao clube previsto para essa terça-feira, Campello iniciará o planejamento sobre o nome que deverá comandar o time a partir da segunda fase do Campeonato Brasileiro.

Voltando a Jorginho, o ex-treinador vascaíno foi muito criticado pelo ex-vice de futebol do clube – Eurico Brandão – filho do ex-presidente Eurico Miranda. O ex-dirigente acusava o treinador de ter rejeição não só por parte da torcida, mas sim dentro do vestiário, entre os jogadores e funcionários do clube.

Jorginho nesta sua última passagem pelo Vasco estreou a frente do time há mais ou menos um mês e em 10 partidas, conseguiu apenas quatro vitórias, um empate e cinco derrotas – um aproveitamento de 43%. Sob o comando do então ex-treinador, o Vasco foi eliminado da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil; ficando ainda na 15ª colocação do Brasileirão, com 19 pontos somados em 16 rodadas disputadas – um ponto a frente do primeiro time dentro do Z-4 – o Santos, mas com dois jogos a menos que os adversários.

Sabedor da decisão da presidência, Jorginho através de sua assessoria pessoal agradeceu a oportunidade, mas deixou bem claro sua insatisfação com as questões políticas dentro do clube – questões essas que segundo ele pesaram na decisão de sua demissão.

“Após reunião com a diretoria vascaína, chegamos a um consenso de interromper o trabalho neste momento. Aos torcedores, funcionários, atletas, diretoria, em especial ao presidente Alexandre Campello, só tenho o que agradecer por mais esta oportunidade de comandar um dos maiores clube do mundo. Não posso aqui dizer que estou satisfeito com este desfecho, porém, preciso entender que o Vasco passar por um momento político conturbado. De minha parte, tenho a mais absoluta certeza de que o clube se recuperará no Brasileiro e este elenco tem tudo para alcançar uma posição melhor na tabela. Meu agradecimento pela oportunidade e, pela história que tenho no clube. Serei sempre um profissional que admira, respeita e torce pelo Club de Regatas Vasco da Gama”, declarou Jorginho.

Se até a próxima segunda-feira o Vasco não tiver um nome definido para assumir a função de treinador do time, muito provavelmente Valdir Bigode deverá comandar o time interinamente, contra o Ceará.

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