Presidente do Vasco se livra de sindicância interna no clube

Por quatro votos de diferença, o Conselho Deliberativo do Vasco decide não abrir processo de sindicância contra o presidente cruz-maltino.

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Em uma noite tensa na sede do Vasco da Gama, o Conselho Deliberativo se reuniu na última segunda-feira para deliberar sobre a apuração dos votos, na última eleição para presidente do clube. Depois de muita discussão e bate-boca, ficou decidido por 98 votos contra a 94 votos a favor, que não seria aberta uma sindicância contra o presidente Alexandre Campello.

Conselheiros do Vasco da Gama.Conselheiros do Vasco da Gama.

Por muitas vezes, a reunião foi paralisada por algum bate-boca entre os conselheiros presentes, que hora eram a favor da denúncia, hora eram contra. Principalmente Eurico Miranda e Julio Brant – os grandes personagens da política vascaína.

Ao chegar à sede do Vasco, Brant disse ser a favor da apuração dos fatos, já durante a sessão, ele se disse contrário.

“Nossa posição foi bem clara em relação ao que íamos votar. Nenhuma das denúncias foi apresentada pelo Conselho anterior. Nós não íamos votar a favor apenas embasados em relatos. Não havia materialidade. Porém, optamos por nos alinhar ao lado de Campello. Por mais que tenhamos diferenças, temos a coerência em torno do que se vota pelo clube”, declarou Brant.

Por outro lado, Eurico Miranda ao chegar ao clube, se disse contrário, mas no fim, apoiou a instalação da comissão. Para Brant, Eurico fez um teatro nesta noite.

“Eurico fez um jogo, um teatro. Quis ele dar lição de moral. Logo ele, a última pessoa que pode dar lição de moral aqui dentro. Sem condições. Ele rebaixou o Vasco em campo algumas vezes e moralmente o tempo todo. Ele disse que gostaria de ir embora e eu falei: “Pode ir”. Aí ele resolveu ficar. Ninguém ia pedir para ele ficar. Eu não tenho nada pessoal contra a sua pessoa, mas não vem aqui dentro querendo dar lição de moral”, finalizou Brant.

Já o responsável pela convocação da reunião – Roberto Monteiro, era a favor da abertura de sindicância contra o atual presidente do Vasco e de seu impedimento provisório. Além disso, o mesmo ainda defendia a recontagem dos votos por “senta-levanta”, ou seja, quem quisesse a sindicância, levantava, que não quisesse, permaneceria sentado e após ser derrotado nessa sua tentativa, solicitou nova votação, desta vez, nominal e mesmo assim, acabou sendo derrotado.

Após a votação, o presidente do Vasco – Alexandre Campello falou.

“Essa reunião foi marcada por exclusiva manobra política. Criou-se uma série de factóides de maneira bem orquestrada por pessoas que participaram da gestão até então, mas que jamais se posicionaram contrários àquilo que se alega. Só decidiram ficar contra após do rompimento”, declarou.

Roberto Monteiro e Eurico Miranda após a votação, não se pronunciaram mais, inclusive mandaram a imprensa se retirar de dentro do salão antes mesmo da sessão ser iniciada.

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