Fluminense: Parte do valor da venda de Wendel dever ser afetado pelo bloqueio da justiça

A história se repete no Fluminense - justiça manda bloquear 30% das receitas financeiras do clube para pagamentos de dívidas.

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O que a direção do Fluminense mais temia sobre o dinheiro a receber da venda de Wendel, aconteceu – como em 2013 na venda de Wellington Nem, a justiça bloqueou 30% das receitas do clube para a regularização de pagamentos de impostos devidos.

Wendel foi vendido ao Sporting, de Portugal.Wendel foi vendido ao Sporting, de Portugal.

Mesmo sem o clube português ainda ter depositado os 7,5 milhões de euros da negociação do ex-jogador tricolor, Wendel, a Procuradoria da Fazenda Nacional, através da justiça, bloqueou 30% deste valor que deverá ser depositado até a próxima quarta-feira. Em relação a essa decisão, o Fluminense procurou não se manifestar publicamente.

Esse é um caso que já se arrasta desde a gestão de Peter Siemens, que na época teve parte da venda de Wellington Nem bloqueado pela justiça. Na ocasião a direção do Flu acreditava que após ter aderido ao “Timemania” – programa de regularização fiscal do governo brasileiro havia regularizado suas pendências com a receita, mas não. Tal processo ainda corre na justiça e durante esse período, o Tricolor das Laranjeiras aderiu ao “Profut”, outro programa brasileiro para colocar as dividas do clube em dia.

Com tudo isso, existe um debate interno dentro do clube sobre o real valor devido, uma vez que a Procuradoria mais uma vez entendeu que não há recursos bloqueados suficientes para quitar tais dívidas, solicitou nova retenção e a mesma foi aceita pela justiça.

O Fluminense apenas declarou que irá recorrer de tal decisão, entendendo que não pode haver bloqueio enquanto o mérito não for julgado. Se o clube não conseguir a liberação desses 30% e não quitar a dívida salarial com seus jogadores até o final do mês corre o risco de ver seu diretor executivo sair pelas portas dos fundos, uma vez que Paulo Autuori já avisou a direção de sua decisão.

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