Segue o imbróglio quanto à cedência de jogadores as seleções sul-americanas por parte dos clubes espanhóis. De acordo com as últimas informações vindas do Velho Continente, os clubes de LaLiga decidiram por unanimidade entrar na Justiça com medidas cautelares para evitar que seus jogadores viajam para os jogos da próxima Data FIFA.

A decisão em questão foi publicada nesta quinta-feira - 26 de agosto, após uma reunião dos clubes afetados pelas recentes convocações das seleções da América do Sul para os compromissos válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022; jogos esses que serão realizados em setembro e outubro.

A LaLiga critica a FIFA pelo aumento no número de dias da "Data FIFA", de nove para 11, considerado por eles um dano "flagrante ao calendário e a integridade da competição do Campeonato Espanhol".

A entidade em destaque cita que confederações como a UEFA e Concacaf não aumentaram esse período de jogos de suas seleções - para o mesmo número de partidas; três na ocasião que dentro da Conmebol há jogos em atraso por conta da pandemia da COVID-19.

Com tal medida, ficou decidido que tais clubes ficarão responsáveis por anunciar a seus jogadores de que eles não poderão viajar nas próximas semanas para defenderem suas respectivas seleções.

25 jogadores convocados para as seleções

Em LaLiga, como já haviamos revelado durante a semana, ao todo foram convocados 25 jogadores sul-americanos; esses que representam 13 equipes do Campeonato Espanhol, estando aqui, os seguintes jogadores brasileiros: Matheus Cunha, Éder Militão e Casemiro.

Lembramos que os próximos compromissos do Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar serão diante do Chile, Argentina e Peru, nos dias 02, 05 e 09 de setembro, respectivamente.

FIFA tenta negociar

Mesmo com decisão tomada, a entidade máxima do futebol mundial tenta negociar, descartando adiar a rodada tripla das Eliminatórias. Vale lembrar que no dia de ontem, Gianni Infantino já havia apelado para que os clubes espanhóis e ingleses liberarem tais jogadores. A Itália é outra que deve seguir o mesmo critério.