O futebol apresentado pelo Bayern de Munique nesta segunda parte da temporada é algo extremamente assombroso. A troca na comissão técnica, demitindo Niko Kovac e optando pelo até então, interino, Hans Flick, era a decisão necessária para fazer este time se tornar uma verdadeira máquina de futebol.

Além do domínio no futebol nacional, que já era existente, o time alemão passou a ser dominante e perfeito também no continente. O primeiro time na história da UEFA Champions League a ser campeão com 100% de aproveitamento mostrou que, mais do que ter uma boa quantia de investimento para contratação de grandes jogadores, a vasculhação do mercado em busca de jovens jogadores também é determinante para a montagem de grandes elencos.

O grande exemplo é a descoberta do lateral-esquerdo Alphonso Davies. Destaque de um país sem grande notabilidade no cenário mundial, a promessa canadense foi observada por outros grandes clubes da Europa, mas foi o Bayern que apostou pesado. Hans Flick promoveu Alaba para a zaga, com isso, gerando espaço no elenco para Davies, que já é tido por muitos como o melhor de sua posição no futebol mundial.

Outro ponto importante a se destacar neste histórico time do Bayern de Munique tem nome e sobrenome: Chama-se Robert Lewandowski. Favorito para vencer o prêmio de melhor jogador do mundo nesta temporada, o atacante polonês marcou absurdos 55 gols em 47 jogos, além de 10 assistências. Os números mostram 1,38 participação em gol por cada jogo disputado.

Lewandowski comemora título da Liga dos Campeões da Europa. (Foto:Matt Child/ REUTERS)
Lewandowski comemora título da Liga dos Campeões da Europa. (Foto:Matt Child/ REUTERS)

O camisa 9 do Bayern teve o absurdo custo de: 0 euros. Foi contratado após o fim de seu contrato com o Borussia Dortmund, no ano de 2014, e esta temporada, mostrou que o polonês está na galeria entre os maiores da história do clube.

Por fim, a boa e dividida utilização dos recursos financeiros fez o Bayern de Munique ser uma engrenagem melhor e mais eficiente do que o PSG. Mesmo que os gastos com contratações nesta temporada tenham sido maiores do que a do time francês (114 milhões de euros), a maioria do time titular já está no clube há varios anos, a exemplo de Neuer, Kimmich, Thiago, Alaba e Lewandowski, e com isso, formou um sistema coletivo mais sólido e bem mais eficiente.

Todos estes detalhes fazem com que o título da Liga dos Campeões seja absolutamente justo. Mais uma vez, o futebol moderno mostrou que um bom sistema coletivo e com um planejamento coerente, pode superar qualquer individualidade, independente de qual delas seja. O Bayern, definitivamente, está ON.