Retomada do Campeonato Gaúcho está ameaçada de ocorrer em meados de julho por conta do aumento do contágio do novo Coronavírus em várias regiões do estado. Com a divulgação da última mudança de bandeiras para status de maior risco de contágio no Rio Grande do Sul, o governo do estado analisa adiar um pouco mais a volta da bola aos gramados.

A preocupação é tamanha pelo Governador - Eduardo Leite com o aumento do contágio da COVID-19 no Rio Grande do Sul, que nem mesmo o protocolo entregue a ele pela Federação Gaúcha de Futebol, foi pelo menos até aqui, efetivamente analisado pelas autoridades governamentais.

Com as regiões metropolitana de Porto Alegre, Vale dos Sinos e Serra Gaúcha estando no nível máximo de alerta - regiões essas favoráveis para a realização dos jogos em sedes específicas, fica praticamente inviável o retorno do Campeonato Gaúcho para a data previamente definida - 19 de julho, até porque alguns clubes que recentemente retornaram as atividades, já tiveram que voltar ao isolamento, isso sem falar nos clubes de Porto Alegre que já estão de volta a algum tempo e ainda não puderam sequer retomar com os treinamentos coletivos.

Com a chegada do inverno em nosso continente e em específico no Rio Grande do Sul - umas das áreas mais geladas do nosso país, além da pandemia, o estado terá que conviver com o aumento do pico da demanda de internações por Síndrome Respiratórias Agudas Graves. O que torna esse momento especialmente importante em termos de medidas para a contenção da pandemia do Coronavírus.

Reunião entre o governo do estado e a FGF em Porto Alegre
Reunião entre o governo do estado e a FGF em Porto Alegre - arquivo

Em nota, o secretário estadual - Claudio Gastal, disse que existe um bom diálogo com a FGF e por esse motivo irão estender essa análise por um período, para assim tomar uma decisão mais sensata; confira.

"Como estamos com um bom diálogo com a Federação, que compreende a situação que estamos passando no estado, iremos estender essa análise por mais um tempo para tomarmos a decisão mais sensata e segura possível. O interesse de todos os envolvidos é de não colocar a vida de ninguém em risco".