Nova fala do secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol - Walter Feldman reafirma que a entidade poderá pegar algumas datas de 2021 para finalizar o Brasileirão deste ano. De acordo com o dirigente da CBF, o futebol brasileiro terá um calendário modificado por causa da longa paralisação do futebol devido à pandemia do novo Coronavírus.

Em entrevista ao "Estadão" nesta semana, Walter Feldman - secretário-geral da CBF, disse que a entidade ainda não tem uma data para retornar com suas competições, mas tem a clareza de que só voltará após receber autorização do Ministério da Saúde. Neste momento, todos estão trabalhando na atualização de um protocolo de cuidados médicos; dialogando com os clubes e federações e desta forma garantir a estabilidade do futebol no país, sem pressão política para apressar o retorno às atividades.

Wlater Feldman - secretário-geral da CBF- imagem: arquivo/CBF
Wlater Feldman - secretário-geral da CBF- imagem: arquivo/CBF

Feldman declarou ainda nesta entrevista exclusiva ao jornal acima citado, que a CBF acertou ao permitir que cada federação e clube avaliassem dentro da realidade, o que era e o que não era possível, onde ainda destacou que o calendário nacional será em cima das competições estaduais, assim, quando for iniciar as competições como Copa do Brasil e principalmente o Brasileirão, os clubes já estejam em condições ideais.

Ao ser questionado sobre a Conmebol, o secretário-geral da CBF declarou que tiveram uma reunião virtual com membros de outros países e com a entidade máxima do futebol no continente na última semana, onde ele disse que por parte do Brasil deixou claro que a preferência é para o calendário nacional, onde nesta mesma declarou que poderão aproveitar datas que não são aproveitadas e se necessário for, algumas dessas no início de 2021.

Mas o mesmo deixou bem claro que o retorno do futebol, pelo menos com as competições nacionais - Copa do Brasil e Brasileirão ainda não possuem uma data para a sua volta, até porque, "o país está passando neste momento pelo pico da pandemia", segundo ele.