Vencer, vencer, vencer!! O Flamengo fez cumprir as mais famosas palavras de seu hino e levou, pela 8ª vez em sua história, o título do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem brilho, e com a conquista confirmada em uma atuação decepcionante diante do São Paulo, o rubro-negro venceu a competição pela superioridade de seu time, mesmo que o nível de futebol da equipe não seja dos melhores.

Como um bom maratonista, o Flamengo sobreviveu durante a maior parte do campeonato. Tropeçando nas próprias pernas, e com as contratações tendo desempenho oscilante, o Flamengo se sagrou campeão simplesmente por um ponto: O seu time é incrivelmente superior a todos os outros.

Por mais simples que isso pareça, é absolutamente notória a superioridade rubro-negra, até mesmo para cumprir o básico. Sem grandes engenharias táticas, o time trocou o comando duas vezes, e nem mesmo a indefinição sobre o modelo de jogo coletivo, ou as modificações feitas especificamente por Rogerio Ceni nesta parte final de temporada, foram capazes de fazer o Flamengo chegar próximo do nível apresentado em 2019.

Peça-chave na reação do Flamengo, Gabriel comemora bicampeonato brasileiro. (Foto:Reprodução)
Peça-chave na reação do Flamengo, Gabriel comemora bicampeonato brasileiro. (Foto:Reprodução)

E, para dar emoção ao mediano nível do futebol brasileiro, o Flamengo teve que jogar contra si. A diferença técnica se mostra tão grande que, para algum outro concorrente possuir chance de sonhar, o clube precisou errar em quase tudo, passando pelas trocas de técnico até o alto número de contratações erradas, para dar chance aos seus adversários.

Com isso, o Brasileirão de 2020 deu a falsa impressão de que o nível do futebol brasileiro é equilibrado. É necessário entender que mesmo em uma temporada completamente acidentada do grande favorito, ele venceu. Fica a pergunta: O que os concorrentes precisam fazer para chegar alguém capaz de bater de frente?