Após darmos a versão do Flamengo e de Gerson, no caso de racismo diante do Bahia no último domingo, agora é a vez do Tricolor trazer a versão de seu jogador sobre o tema, onde o colombiano Juan Pablo Ramírez se defende da acusação do meia, afirmando que não proferiu nenhuma fala racista ao flamenguista.

"Em momento algum fui racista com algum jogador e nenhuma outra pessoa. Quando fizemos o segundo gol, levamos a bola no meio de campo para reiniciar o jogo rapidamente... digo ao Bruno Henrique que jogue rápido "jogue rápido, irmão, jogue sério" e ele joga a bola para trás. Não lembro o que o Gerson me diz, fala algo, mas não entendo muito português, então não entendi o que disse e eu falei "que jogue rápido, irmão". Passo por ele e não sei o que ele entendeu... Fui para trás porque não queria entrar em briga. E depois ele sai falando que eu disse "cala boca, negro", quando eu realmente não falo português. Estou apenas um mês no Brasil e sobre o ato racista, não estou de acordo porque não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que todos somos iguais. Em nenhum momento falei isso e tampouco essa palavra", disse o jogador do Bahia no vídeo publicado pelo clube, onde esse para finalizar ainda destaca o seguinte:

"Agora é esperar que as coisas se esclareçam. Não fui em nenhum momento racista. Minha família recebeu muitas mensagens de violência e esperamos que tudo seja resolvido o mais rápido. Quero estar bem, só vim ao Brasil para jogar e fazer coisas boas para o meu futuro. Espero que tudo se solucione e quer pedir desculpas as pessoas que escutaram alguma coisa e Gerson que escutou mal o que eu falei. Em nenhum momento falei mal dele ou fui racista".

Lembre o caso

Durante a partida entre Flamengo e Bahia, pela última rodada do Brasileirão 2020, o meia Gerson - do Flamengo alegou que o jogador do Tricolor Baiano - Ramírez disse a ele as seguinte palavras: "Cala a boca, negro", após uma discussão entre os jogadores, aos sete minutos da etapa complementar.

Ambos os jogadores, mais o ex-técnico do Bahia - Mano Menezes e o árbitro da partida - Flávio Rodrigues irão prestar depoimento nesta terça-feira na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, do Rio de Janeiro.