De fato, se esperava um clássico muito mais equilibrado. Mais do que a postura do Grêmio, que já era bastante esperada, o seu adversário não fez jus ao tamanho do clássico, e um fator foi determinante para a partida ter terminado apenas em 2x0: a sorte do time colorado.

Sorte porque, o Internacional só não terminou o clássico do último domingo com uma derrota ainda maior por uma grande atuação de seus goleiros (Marcelo Lomba e Danilo Fernandes), e também pela trave, que salvou o que seria um golaço de Éverton. E, tendo em vista as atuações e a supremacia dentro de campo, o time de Renato Portaluppi poderia ter aplicado mais uma goleada histórica, e se redimido da eliminação trágica para o Flamengo na Libertadores.

Basta olhar as estatísticas para saber o que aconteceu no clássico: 25 finalizações, sendo 9 no alvo. Diante de um time que sequer passou do meio-campo, a única diferença entre o clássico do último domingo e a semifinal da Libertadores foi que, na ocasião, as tentativas do Flamengo se transformaram em gol.

Não é nenhum exagero, mas a supremacia do Grêmio foi muito grande. O time gremista fez um treino de luxo diante de seu maior rival, que está em um processo de formação de modelo de jogo. Isso, de fato, não é culpa do Grêmio, que fez uma partida a altura da sua superioridade então teve a mesma "sorte" que o Flamengo quando o enfrentou. Foi 2, e poderia ser 3,4 ou até 5, me desculpem os torcedores do Internacional, mas mesmo eles irão concordar que a supremacia do Grêmio na Arena foi a altura do tempo de trabalho de seus técnicos.