Vivendo um momento bastante complicado no ano, tanto dentro quanto fora de campo, o Cruzeiro deve ter seus bastidores muito agitados nas próximas semanas. Após a desastrosa sequência de derrotas contundentes e eliminações, a Raposa tenta "juntar os cacos" para tentar melhorar o ambiente.

Além do resultado dentro de campo estar longe do esperado pela torcida e pela imprensa, as dificuldades financeiras também estão sendo uma realidade constante no lado azul do futebol mineiro. Desde que o clube está sendo investigado por crimes financeiros, o atraso nos pagamentos de salários é rotineiro, e isso já é tratado publicamente pela diretoria do clube.

O diretor de futebol do Cruzeiro, Marcelo Dijan, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (10 de setembro), e abordou assuntos polêmicos como a permanência de Rogério Ceni, atrasos salariais e protestos dos torcedores. Dijan compreendeu a fúria da torcida pelo mau momento e rebateu as principais críticas. "Existe a cobrança da torcida, é normal em virtude dos resultados, mas a gente sabe que o grupo de profissionais sérios. Toda equipe tem um ou outro que comete excessos, o Cruzeiro não foge a isso. O atleta tem hora certa de beber, mas aqui é grupo profissional. Só posso dizer ao torcedor que estamos empenhados da mesma maneira que tivemos ano passado, quando ganhamos o Mineiro e a Copa do Brasil. Empenho será o mesmo de todos os anos vencedores".

ccccccc

Quando perguntado sobre os atrasos salariais, o diretor minimizou, mas foi sincero e não negou a crise financeira do clube. "Os jogadores estão conscientes do atraso. Essa semana vamos quitar o resto de julho e trabalhando para semana que vem quitar agosto. Sempre honramos os salários, então os jogadores não ficam preocupados. Não é o ideal, mas posso garantir que isso não está atrapalhando o rendimento".

Ao fim, o diretor de futebol garantiu que Rogério Ceni será o técnico para os próximos anos, e que o planejamento continua, sobretudo na retomada do time dentro de campo. Quanto aos assuntos internos, as decisões não devem vir a público.