Abel recusa, e Fluminense mira Dorival Júnior para novo técnico

Após recusa de Abel Braga, tricolor carioca tem Dorival Júnior como favorito para ser o novo técnico. Mano Menezes segue no radar, mas com poucas chances.

Por Talis Andrey de Mello
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O Fluminense tinha muito interesse em conseguir efetuar a contratação de Abel Braga rapidamente, sobretudo antes da partida contra o Corinthians, nesta quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. Entretanto, a postura de Abel, de assumir clubes apenas no início da temporada, fez com que as negociações ficassem inviáveis, e o clube carioca já estabeleceu um novo alvo para ser o treinador: Trata-se de Dorival Júnior. 

Ele, que está desempregado desde que deixou o Flamengo ao final de 2018, ainda não foi procurado. Mano Menezes, que recentemente deixou o Cruzeiro, também está no radar, porém, tem menos chances. A segunda-feira foi de intensas reuniões no Tricolor. A primeira foi logo pela manhã, no hotel em que Diniz morava no Rio. Ao lado de Paulo Angioni, diretor executivo de futebol, o presidente Mário Bittencourt tomou café da manhã com o então treinador. Foi quando formalizou a demissão, acertada da noite anterior. O mandatário, após deixar o Maracanã, palco da derrota por 1 a 0 para o CSA, domingo, foi até a casa de Celso Barros.

Em uma conversa que adentrou a madrugada, Mário e Celso definiram pela saída de Diniz. O vice-geral, que não foi ao estádio e havia manifestado preocupação com o trabalho em coletiva na terça passada, argumentou que o risco de rebaixamento era alto. De fato, o Tricolor entrou no Z-4 na 15ª rodada: é o atual 18º, com 12 pontos, dois atrás do Cruzeiro, o primeiro colocado fora dos últimos quatro.

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Depois do anúncio da demissão, Mário, Celso e Angioni se reuniram à tarde. Ficou combinado o desejo em contar com Abel. Após o primeiro contato, a direção iria aguardar o retorno dele de Porto Alegre - foi participar de um evento comemorativo aos títulos do Internacional (foi campeão da Libertadores em 2006). A volta ao Rio está prevista para esta terça, mas Abel tomou a decisão após conversar com familiares, entre eles Fábio Braga, seu filho e empresário.

Diniz, o auxiliar técnico Márcio Araújo e o preparador físico Wagner Bertelli, todos demitidos, custavam mensalmente cerca de R$ 300 mil. A direção tricolor sabe que os três nomes pensados vão custar mais do que isso.

Dorival Junior tem uma passagem pelo Fluminense. Em 2013, comandou a equipe em cinco jogos na reta final do Brasileirão: somou três vitórias, um empate e uma derrota.

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