Banfield entra com recurso contra o Atlético-MG por transferência de Cazares

Decisão foi parar no TAS/CAS, e está em segunda instância. Banfield cobra indenização de cerca de 57 milhões de reais alegando quebra de contrato na compra do jogador, em 2015.

Por Talis Andrey de Mello
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Juan Cazares está muito próximo de se tornar o estrangeiro com maior número de jogos pelo Atlético-MG, mas seu nome ainda rende muito nos assuntos fora de campo. Uma antiga briga que foi parar na FIFA, agora está no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). 

O Banfield, da Argentina, tentou eceber indenização de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 57,3 milhões atuais) pela transferência do equatoriano ao Galo foi parar em instância superior. O Atlético havia vencido o clube argentino em novembro de 2018 na ação no qual era réu na Fifa. Agora, o Banfield entrou com recurso no TAS contra o Galo, Independiente del Valle e o próprio atleta, com audiência entre as partes designada para 14 de agosto, na Suíça, sede do Tribunal. O recurso dos argentinos foi confirmado por Lásaro Cândido da Cunha, vice-presidente do Atlético-MG, ao site Globoesporte.com .

Banfield busca recurso para exigir indenização na negociação por Cazares. (Foto: UOL)
Banfield busca recurso para exigir indenização na negociação por Cazares. (Foto: UOL)

 O Banfield pleiteia o direito de receber 15 milhões de dólares como indenização por Juan Cazares ter assinado com o Atlético em dezembro de 2015. Tudo começou quando o Alvinegro iniciou a transação. Cazares estava emprestado ao Banfield pelo Independiente del Valle (EQU), entre julho de 2014 e dezembro de 2015. Os argentinos tinham direito à prioridade na compra de direitos econômicos e à aquisição do direito federativo do camisa 10. Entretanto, não o fez e perdeu o prazo para tal.

Primeiramente, o Atlético alegou que negociou primeiro com o Banfield, com Eduardo Maluf, então diretor de futebol do Galo, viajando até Buenos Aires. Ao constatar os prazos, o Atlético passou a negociar diretamente com o Del Valle, comprando Cazares em dezembro de 2015. O Banfield não aceitou a transação e entrou com ação na Fifa cobrando ressarcimento, alegando quebra de contrato. O clube mineiro se defendeu e venceu a ação. Agora, os argentinos exerceram o direito de entrar com recurso em segunda instância. 

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