O uso do VAR no Brasileirão passa a ser cobrado pelos clubes junto a CBF

A entidade máxima do futebol brasileiro alega como "desculpas" o elevado custo para implantar o sistema agora na competição

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Depois de uma rodada cheia de polêmica em relação a erros de arbitragem, os clubes da Série A do Brasileirão voltam a cobrar a implementação imediata do VAR na competição. Assim como fez o presidente do Palmeiras – Maurício Galiotte, que foi a sede da CBF nesta última segunda-feira cobrar uma posição da Confederação Brasileira de Futebol sobre o caso.

“Propusemos novamente o sua da tecnologia no futebol o mais rápido possível: o VAR e a gravação de diálogo do árbitro e de seus auxiliares. Temos de fazer alguma coisa para o futebol brasileiro evoluir e para melhor”, declarou o mandatário do clube paulista.

VAR - árbitro de vídeo.VAR - árbitro de vídeo.

Porém, a CBF alega o elevado custo da utilização do sistema para a reta final da competição, alegando ter que se preparar para tal. Lembrando que no início da temporada a entidade máxima do futebol brasileiro colocou a votação do VAR em pauta entre os 20 clubes da Série A, onde a grande maioria se posicionou contrário a implantação do sistema (América, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Paraná, Santos, Sport, Vasco e Vitória, foram contrários).

Entretanto, na mesma reunião, a CBF informou que já tinha uma empresa que implementaria o sistema no Brasileirão, mas que o custo da utilização do VAR seria repassado aos clubes – na época o valor era de R$ 50 mil por partida a ser bancado pelo time mandante, o que para muitos times seria praticamente inviável.

Já a direção do Cruzeiro, acredita que o valor gasto com a utilização do VAR deveria ser bancado pela CBF, mas devido aos constantes erros de arbitragem, já pensa em mudar de opinião quanto ao pagamento.

“Depois dos inúmeros erros dos árbitros ocorridos contra o nosso time durante a competição, aos quais não nos permitiram ocupar um lugar melhor na tabela, o Cruzeiro já pensa em contribuir com a implementação da tecnologia no Brasileirão, mesmo que para isso tenha que arcar com os custos de maneira dividida com os demais participantes da competição”, declarou uma pessoa ligada ao time mineiro.

Além dos representantes de Cruzeiro e Palmeiras, outros dirigentes de clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro também procuraram a CBF durante essa semana para cobrar uma posição da entidade, bem como o Atlético-PR (que foi contrário numa primeira situação), assim também como o Corinthians e o Santos.

A CBF pelo menos por hora ainda não se manifestou sobre o assunto, não dando nenhuma explicação se irá analisar a ideia ou se deixará passar nesta temporada.

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