Um dia depois de afirmar que jamais havia pensado em deixar o cargo, Josep Maria Bartomeu renuncia ao cargo de presidente do Barcelona, onde segundo ele: "ameaçaram a minha família".

Sim, Bartomeu não é mais o presidente do Barcelona. O mesmo apresentou a sua carta de renúncia a diretoria do clube, que também se afastara do comando. O pedido aqui em questão se deu durante uma reunião extraordinária da direção do clube nesta última terça-feira.

A pressão foi tanta, que o dirigente em destaque não aguentou a mesma; pressão essa que se iniciou com a crise instaurada pelo craque argentino - Lionel Messi, que pediu para deixar o clube no final da temporada passada. Além disso, Bartomeu sofria um processo de "Moção de Censura" movido por um grupo de sócios do clube, cujo fim poderia levar a destituição da diretoria.

Mas segundo a imprensa espanhola, o grande motivo da renuncia de Bartomeu se deve a não autorização da "Generalidade Catalã" para adiar a votação da "Moção de Censura". A continuidade do processo previa um referendo com os sócios votantes do clube em um prazo de no máximo 20 dias úteis - a contar do último dia 04 de outubro. Prazo esse ultrapassado e em caso de aprovação por dois terços dos votantes desta moção, a diretoria do "Barça" seria destituída e novas eleições poderiam ser convocadas.

Desta forma, tanto Bartomeu como sua diretoria optaram pela renúncia ao invés de enfrentarem todo o processo aqui já descrito. Vale ressaltar que mediante toda essa crise instaurada no clube, o próprio Bartomeu já havia antecipado as eleições presidências do Barcelona para março do ano que vem - essa mesma deveria ocorrer somente em dezembro de 2021.

Em nota, a direção da à seguinte explicação para a sua renúncia:

"Decidimos não convocar a votação e apresentar a renúncia. Nestas condições, as eleições não podem ser realizadas a curto prazo. A intenção deste Conselho não era permanecer no cargo. O sinal mais óbvio de que não queríamos nos firmar no poder foi convocar as eleições para março. Uma demissão antecipada teria levado o clube a um processo eleitoral e a um vácuo de poder em poucas semanas".

Bartomeu assume o Barcelona em 2014

Bartomeu e seus pares estavam à frente do Barcelona desde janeiro de 2014, quando esse substituiu outra presidente que também havia renunciado ao cargo; aqui nos referimos a Sandro Rosell. Em julho de 2015, Bartomeu venceu as eleições para um mandato de seis anos.

Sob seu comando, o clube da Cataluña conquistou 13 títulos, onde destes, quatro Campeonatos Espanhóis e uma Champions League, porém, na temporada 2019/2020 encerrou a mesma sem ao menos conquistar um título desde 2008.